"Obra de sua autoria
Ele não louva, nem deplora:
Entrega-a à própria sorte
Como age resoluta a natureza,
com toda a sua criação." Emerson
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O Exército de Um Homem Só - Parte I

O mundo vê perplexo o levante popular no Oriente Médio. A partir da Tunísia vários países entraram em convulsão social: Egito, Argélia, Mauritânia, Sudão, Yemen, Oman, Jordânia. E quais as razões? Ao certo não podemos analisar, pois usaremos as lentes da civilização ocidental. Mas razões que levam os cidadãos a ficarem infelizes e revoltados em qualquer parte do mundo podem ser: pobreza, falta de liberdade e um futuro sem expectativas. Mas neste exato momento início do ano 11º do século XXI, o que ocasionou tal revolta?
UM HOMEM apenas, chamado Mohamed Bouazizi nascido em 29/03/1984, vendedor ambulante de frutas e verduras que lutava pela sobrevivência na Tunísia, teve seu carrinho apreendido e foi humilhado. Sendo ignorado pelas “autoridades” no dia 17/12/20010 toma a decisão de comprar dois vidros de thiner e atear fogo ao próprio corpo. Este foi seu protesto solitário e calado, neste momento ele passou a ser o “exército de um homem só”. No dia 04/01/2011 ele morreu e a população passou a exigir a renúncia do ditador que estava no poder a 23 anos. Neste momento o ato da decisão individual tornou-se potência na consciência universal, e sem discursos inflamados ou ativismo político o jovem Mohamed, mais que líder torna-se mártir e estopim de uma revolta popular em vários países. Cada ser humano tem o ser valor, e ele é inestimável, portanto nunca se deve esquecer deste potencial. A era digital foi decisiva para as manifestações e organização, tanto que o poder opressor tirou a Internet do ar no Egito para abafar o poder popular, mas era tarde, e agora o povo não quer mais esperar pela boa vontade de tiranos.
Mas a lição é que devemos valorizar a vida, o ser humano, a natureza, os animais, enfim a vida como um todo.

O Exército de Um Homem Só - Parte II

A política não deve ser usada como malefício do povo e meio de enriquecimento por meio da corrupção e roubo do dinheiro público.
Dentro de nosso peito ecoam gritos de liberdade e de rebeldia e a cada um é obrigação do Estado dar as condições de trabalho, alimentação, moradia, educação, saúde e lazer. Senão a vida em sociedade não faz sentido. Para os que não tem um teto, perambulam pelas filas dos hospitais e postos de saúde sem atendimento, não sentam nos bancos escolares, estão vagando pelo mundo do sub ou desemprego e não tem a mínima alimentação, não haverá mais nada a perder e a revolta e a convulsão social tornam-se um caminho.
A DEMOCRACIA não se resume ao DIREITO de morrer de FOME gritando na frente de hipermercados dominados pelo CAPITAL internacional. Democracia é mais que o VOTO OBRIGATÓRIO. A verdadeira democracia é a que valoriza a DIGNIDADE HUMANA acima de tudo.

Eis as palavras do filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900): "Conheço a minha sina. Um dia, meu nome será ligado à lembrança de algo tremendo - de uma crise como jamais houve sobre a Terra, da mais profunda colisão de consciência, de uma decisão conjurada contra tudo o que até então foi acreditado, santificado, querido. Eu não sou um homem, sou dinamite."